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Primeiro caso de morte por dengue hemorrágica é confirmado na Bahia -

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De acordo com o Secretario de Saúde de Itabuna, Plínio Adry, outra jovem está internada na cidade por conta de dengue hemorrágica

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou o primeiro caso de morte por dengue hemorrágica no estado em 2014. Uma adolescente de 15 anos morreu em razão da doença  no último sábado (18) na cidade de Itabuna, a cerca de 450 quilômetros de Salvador.
Ainda segundo informações da Secretaria, a vítima da dengue hemorrágica morava na cidade de Coraci, e estava internada em uma unidade de saúde de Itabuna.

De acordo com o Secretario de Saúde de Itabuna, Plínio Adry, outra jovem está internada na cidade por conta de dengue hemorrágica: "Os exames confirmaram que ela está melhorando bastante. A moça é de Itabuna, mas estava passando férias em ilhéus. Estamos investigando se ele adquiriu aqui ou não. A Vigilância Sanitária está fazendo essa investigação”.
Festa cancelada
A Prefeitura de Itabuna já havia cancelado na última quinta-feira (23) a realização do 'Carnaval Antecipado' no município, previsto para acontecer entre os 13 e 16 de fevereiro. A decisão obedeceu uma recomendação do Ministério Público Estadual (MP-BA), que alegou um possível surto de dengue na cidade para a não realização da festa.
"Estamos com todos agentes de endemias em campo e estamos com plano de contingência montado. Se começarem a aparecer novos caso já estamos com tudo organizado para reforçar a equipe”, esclarece o Secretário Plínio Adry.
Matéria original: Correio 24h

A Secretária de Saúde de Itabuna deveria lançar uma campanha para distribuição de mudas da Citronela para a população.

é preciso aprender a garimpar em tempos de crise.

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Pensa novamente quando estiver no mercado !! vídeo

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A princípio lembrei do vegetarianismo porque um dos argumentos mais frequentes dos vegetarianos que eu conheço é “serem contra a ‘indústria da morte’ que, para quem não sabe, é o nosso modo de produção alimentício”. Pelo o que eu entendo disso, acredito que o fundamento desse argumento é a forma como tratam os animais, desconsiderando qualquer possibilidade de que o animal possa pensar, sentir, etc. O que também é polêmico, lembrando o caso recente do Instituto Royal. Mas o vídeo vai além disso tudo, é um trecho do filme SAMSARA, falei dele neste post aqui.

O filme é mesmo incrível, “nem um documentário tradicional, nem um diário de viagem, o filme assume a forma de uma meditação não-verbal. Através de imagens poderosas, o filme ilumina as relações entre a humanidade e o resto da natureza, mostrando como nosso ciclo de vida reflete o ritmo do planeta.” Neste trecho chamado Food Sequence, que os produtores divulgaram no Vimeo, mostra a parte da produção alimentícia em algum país asiático, e a forma como é consumida. É um pouco chocante para quem não tem “estômago forte”.

Recomendo que assistam, porque não se trata de uma briguinha entre comer carne ou não comer, se trata do nosso modo de vida, cada vez mais acelerado, cada vez mais exagerado, e cada vez mais consumista. Acredito que esta não é a realidade da maior parte do Brasil, mas a cada dia mais vemos um certo processo de “americanização” se desenvolvendo, então é bom ficar atento antes que aconteça de fato.
Reflitam! Aguardo discussões nos comentários.

"As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis"

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O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

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Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada ...

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de introns no DNA eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde... Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais ...

Como qualquer outra indústria.

É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.

Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.

Por exemplo...

Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença ...

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

Publicado originalmente no La Vanguardia.

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Manter as flores artificiais

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